terça-feira, 3 de julho de 2012

.:os vultos na esquina:.

Aconteceu assim:
À meia-noite dessa segunda (já era terça, tecnicamente...) eu saí pra dar uma volta com os cachorros. Vocês já devem saber que eu moro na encruzilhada mais requisitada por "religiosos" de POA e que é costumeiro amanhecer algum cadáver por ali. Bem, eis que na volta pra casa, deparo com dois vultos acocorados na esquina. Um homem e uma mulher fazendo uso do templo ao ar livre e exercitando sua liberdade, tanto de crença quanto de sujar a cidade. Meu maltês-pitbull começou a latir e eu gostei da ideia dele.
Levei os cães para a dita esquina e parei bem perto das criaturas. Pra incomodar mesmo, com os latidos e com a minha presença. Os "ofertores" já tinham deixado bastante comida ao relento para estragar (felizmente, nenhum cadáver desta vez) e tentavam acender uma vela. O santo não devia estar feliz com eles, porque ventava pra caralho e a vela teimava em ficar apagada.
Enfim, fiquei ali, apenas observando, por uns instantes, até que decidi me comunicar.
Perguntei, sem gritar, em tom natural. "Esse lixo é daquele que fede muito ou só um pouco?". Diante da ausência de resposta, voltei a questionar os fiéis. "Porquê vcs não fazem despacho na frente da casa de vcs?". Os dois quietos, desesperados com aquela vela apagada.
Segui perguntando:
"Lixo na frente da casa dos outros é melhor, né?"
"Quando a gente não tem que aguentar cheiro de podre é mais fácil, não?"
"O santo não ficaria mais feliz se essa comida fosse pra quem passa fome?"
E repeti mais algumas vezes: "Porquê não fazem isso na frente da casa de vcs??"
MEu cachorro também parecia fazer algumas perguntas, mas nem eu nem ele obtivemos respostas.
Finalmente a dupla se levantou e deixou o lixo na esquina, se dirigindo, lomba acima, para (imagino) sua(s) casa(s). PAssaram por mim fingindo que não ouviam eu dizer "isso é muita falta de respeito, sabiam?".
E quando iam lá adiante eu ainda pude falar "E nem conseguiram acender a vela! O santo não vai gostar!! MACUMBEIRO INCOMPETENTE!!".

Bom, provavelmente isso não vai mudar em nada a vida deles, nem de nenhum outro "religioso". Eles vão seguir deixando carne e outras comidas perfeitamente consumíveis para a podrecer todas as noites e eu vou ter que aguentar o cheiro muitas vezes mais.

Mas que eu precisava desabafar eu precisava! :-)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

São João X Santo Antônio






É o sucesso do momento! Pegue seu quentão (de suco de uva!), vá na pescaria, pule fogueira (ainda existe isso?) e cante cajente!!

Eu pedi numa oração

Ao querido São João

Que me desse um matrimônio

São João disse que não!

São João disse que não!

Isto é lá com Santo Antônio!

Eu pedi numa oração

Ao querido São João

Que me desse um matrimônio

Matrimônio! Matrimônio!

Isto é lá com Santo Antônio!

Implorei a São João

Desse ao menos um cartão

Que eu levava a Santo Antônio

São João ficou zangado

São João só dá cartão

Com direito a batizado

Implorei a São João

Desse ao menos um cartão

Que eu levava a Santo Antônio

Matrimônio! Matrimônio!

Isso é lá com Santo Antônio!

São João não me atendendo

A São Pedro fui correndo

Nos portões do paraíso

Disse o velho num sorriso:

Minha gente, eu sou chaveiro!

Nunca fui casamenteiro!

São João não me atendendo

A São Pedro fui correndo

Nos portões do paraíso

Matrimônio! Matrimônio!

Isso é lá com Santo Antônio

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

...jekyll e hyde...


Esta semana foi sacramentado o destino acadêmico da pimpolha. Mudança de colégio, mais perto de casa (ou da casa da vó a partir do ano que vem), colégio maior, enfim. Fui na secretaria buscar a papelada, dar andamento aos trâmites. Logo ao entrar pela porta da secretaria em si, de frente para o pátio de entrada bem cuidado, vejo uma jovem senhora, atarefada ao telefone, explicando em um puxado sotaque nordestino (me pareceu baiano...) para alguém do outro lado da linha que ela mesma ligou para dezenas de pais, pedindo que viessem buscar a documentação na escola e coisa e tal. Não sei qual era o problema, nem qual era a demanda do interlocutor. Mas, do alto de minha perspicácia, concluí: “é a secretária!”. Ela desligou e virou-se para mim, que fingia não estar ouvindo a conversa do telefone. Na verdade o que eu ouvia era um monólogo, porque só escutava uma das partes falando, mas enfim... virou-se e perguntou o clássico “pois não?”, chiando um pouco no “pois” e anasalando o “não”. Baiana, definitivamente! Resolvi aliviar um pouco o ambiente e respondi, sorriso largo, “é exatamente isso. Vim buscar a documentação para a matrícula”, sem notar que acabava de entregar meu disfarce de “não-ouvidor de conversas”. Droga!
Mas deu certo. Ela respondeu o sorriso e, como uma doce mãe orienta o filho, com gestos quase angelicais, a voz suave e muito simpática me indicou a porta da tesouraria, que ficava em uma sala ao lado, “depois do corredor à direita”, disse. Agradeci e recebi um “de nada” ainda mais simpático. Senhora legal, pensei.
Na sala ao lado, recebi a informação de que a irmã (é um colégio católico) que cuida da tesouraria estava em um curso e, por isso, a dita cuja (a tesouraria, não a irmã) tinha fechado mais cedo naquele dia. Como já tinha sido amaciado pela simpatia da tia da secretaria (puxa... rimou tudo!), deixei meu obrigado e que voltava no dia seguinte, sem problemas, quiéisso, tudo bem.
Saí da sala, retornei pelo curtíssimo corredor e abri a porta que me levaria de volta à presença da querida tiazinha baiana. Ao passar pela mesa, me preparando para o “boa tarde”, vejo o sorriso novamente, acompanhado da pergunta: “tudo certo?”. “A irmã da tesouraria está num curso e tiveram que fechar mais cedo. Amanhã eu volto”, respondi.
O sorriso foi embora quase que ao mesmo tempo que um voz gutural saía da boca da tia baiana. “Mas como assim?”. Cenho franzido, já girando na cadeira e, não tenho certeza, mas posso jurar que ela esmurrou a mesa. Eu arregalei os olhos. Podia sentir as portas do inferno se abrindo ao meu redor e labaredas crepitando pela sala. Pensei em pedir desculpas... sei lá... o que a gente diz para uma pessoa possuída? “Mas a gente chama o senhor aqui e o senhor vai pra casa de mãos vazias? Isso não pode!” completou, enquanto levantava e se jogava para fora da sala, em direção a algum lugar que nem imagino, mas que devia estar sendo devidamente destruído pelas forças do mal. Na saída, enquanto a porta fechava atrás dela, pude ouvir, cravejado pelo sotaque de Satã nordestino “quê que é isso, tchê?!”. Uma baiana falando “tchê” é, no mínimo, peculiar. Pra ver como a situação estava grave.
Pouco depois, ela retorna e, entreabrindo a porta, me diz para passar de novo na salinha ao lado. Desta vez, tenho reforço. A tia me acompanha. Chegando lá, uma moça entra por uma porta mais afastada, atrás do balcão, com uma cara meio desenchavida. Não sei o que é uma cara desenchavida, mas deve ser aquilo. Certo que era a moça que a tia tinha ido regar. Quando ela termina de passar pela porta, a querida baiana ao meu lado diz “é esse pai aqui, ó”. As outras, que tinham me atendido antes, me olham com aquela cara de “não acredito que tu foi fazer fofoca...” e eu tentando, telepaticamente, dizer que não tinha culpa, gente, eu já tava saindo quando a Linda Blair surgiu na frente...
Peguei a documentação. Na saída a baiana não estava lá e não pude me despedir. Mas tudo bem, agora vamos freqüentar o mesmo local. Só espero encontrar a tia num dia bom.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

...de carros e horas..

Pra quem não sabe, mudei de emprego. Nada drástico. Mas agora tem algumas vantagens (e óbvias desvantagens) de se acordar às 5 e pouco da madruga. Na verdade, agora tenho ACORDADO, ACORDADO mesmo, perto das 6. O que implica em duas coisas:

1) vai ao encontro daquela máxima que diz que o inventor da função sleep (ou soneca) nos relógios é o principal responsável por 85% dos atrasos no mundo.
2) Acordar às 6 não tem o mesmo glamour de acordar às 5.

É fantástico como as pessoas ficam impressionadas quando alguém diz “eu acordo às 5 da manhã”. É como se estivessem olhando um herói, um superhumano, um recordista olímpico.
Eu acho que mais que isso, só se eu dissesse que acordo às 4 e vou dar uma corrida antes do trabalho. Já consigo imaginar o séqüito de fãs esperando para beijar meus pés. Mas aí acho que seria forçar demais a barra e corria um sério risco de ser desmascarado. Nem o super-homem corre às 4 da manhã em pleno inverno.

ººº

Mas dizer que acorda às 6 é como dizer que gosta de lasanha. As pessoas chegam a bocejar e quase perguntam “ta, e daí?”.
Uma hora faz toda a diferença.

ººº

Mas vamos às vantagens que pude arrebanhar nas vindas ao trampo:

- As ruas estão vazias
- O ar é mais limpo
- Sinal vermelho não quer dizer “pare”. Quer dizer “dá uma reduzidinha e vai, queridão!”
- Não existe manobra proibida às 5 da manhã
- Eu escolho onde estacionar (normalmente...)
- O rádio não toca NXmerdo nem bostas do tipo
- Só tem eu online e mais uma meia dúzia de polacos no mercado de transferências do Sokker
- E, por fim, como diria a minha vó, acordando cedo, o dia rende mais.

ººº

Outra coisa. Agora me dá tempo de deixar uma TV ligada na MTV. Isso me permitiu ter acesso a bandas novas para engrandecer minha cultura musical, tão limitada graças a anos ouvindo Mettalica, Bob Dylan, Stones, Nirvana, AC/DC, esse lixo todo.
Agora eu posso dizer que conheço bandas como Stevens e Lipstick.
Aliás, essa Lipstick aí... não é a Kelly Key tentando dar uma de “roqueira”? Sim, porque, acredite, eles chamam isso de rock.
Enfim, vai pra vala do Restart, NXmerdo e quetais. Se puder, passe longe.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

...um tal de greenzoner...



Pra quem é originário da era Mesozóica, ou até do início do Paleolítico, como eu, deve lembrar de uma coisa chamada “Dotz”. Era uma moeda virtual que tu ganhava fazendo certas tarefas no computador, basicamente respondendo questionários sobre certos produtos anunciantes do site lá. Pra responder, tu tinha que ir nos sites dos produtos esses e ler sobre eles. Boa estratégia, na minha humilde opinião. Mas enfim, não tive saco de ficar muito tempo catando moedinha virtual e desisti logo depois de trocar meus “dotz” por uma assinatura de revista. Não lembro qual... Não, NÃO ERA A PLAYBOY!

ººº

Agora surge o Greenzoner, no embalo das redes sociais e bem parecido com o “Dotz”, só que sem a encheção de saco de ter que visitar site dos outros. Sinceramente, ainda não saquei qual é a do sitezinho, por enquanto o único trabalho que tu tem é convidar gente pra entrar lá (daí a parte “Rede Social”) e tu vai ganhando pontos por isso até encher essa pilha aí embaixo.



Depois que enche tu pode concorrer a um prêmio previamente escolhido. E bons prêmios. Eu, por exemplo, escolhi o PS3. Sim, eu e mais 99,9% das criaturas que tão lá... mas paciência.
De qualquer forma, é uma parceria muito interessante. De repente o cara ta arriscando ganhar um PS3 de barbada... só em troca de alguns momentos de vagabundagem na frente do PC. Pra mim soa como uma boa troca!

ººº

O nome do site faz referência a “economia de energia” para melhorar o mundo. É, eu também não entendi qual a relação...

ººº

Se alguém quiser um convite (precisa de convite pra entrar) mande um e-mail para o escritor deste humilde espaço cibernético, com nome e e-mail que eu mando rapidinho. Boa sorte e não escolham o Playstation 3, por favor...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

...o retorno da múmia...

Tô voltando aos trabalhos... aguardem...