quinta-feira, 3 de abril de 2008

deu no terra


Careta no Rio, Ozzy Osbourne diz se masturbar antes de shows


Daniel GonçalvesDireto do Rio de Janeiro

O polêmico cantor inglês Ozzy Osbourne afirmou na noite desta quarta-feira, em encontro com jornalistas promovido no hotel Sheraton, Rio de Janeiro, que mudou o estilo de vida para preservar a própria saúde. Segundo Osbourne, seu último álbum Black Rain foi o primeiro produzido sem o uso de drogas ou álcool. Ele disse ainda que antes de entrar no palco, costuma realizar um ritual mais saudável, que inclui masturbação.
» Ozzy Osbourne se desculpa por ter ficado 13 anos sem vir ao Brasil
"Eu como alimentos naturais, aqueço a voz, faço cinco minutos de exercício na bicicleta ergométrica e me masturbo. Vou fazer 60 anos (dia 3 de dezembro), mas ainda me masturbo", brincou ele.
Durante o encontro com jornalistas, Osbourne criticou a postura da também inglesa Amy Winehouse, ganhadora de cinco prêmios Grammy. Na opinião dele, a cantora passa uma mensagem negativa aos jovens pelos constantes escândalos do seu envolvimento com drogas.
"Minha filha Kelly é amiga dela. É uma pena uma moça tão jovem se destruir pelas drogas. Eu não estou dizendo que eu não tenho culpa por isso, mas espero que ela encontre o que eu encontrei. As drogas e o álcool estavam me matando", afirmou.
A lenda viva do rock negou que estivesse se preparando para se aposentar. "A morte é o que eu chamo de aposentadoria. Eu não consigo me imaginar fazendo outra coisa. É uma paixão", disse Osbourne. Em sua terceira passagem pelo Brasil, o roqueiro vai realizar duas únicas apresentações. Uma no Rio, nesta quinta-feira, e outra no dia 5, no Parque Antártica, em São Paulo. Ozzy Osbourne garantiu que o público vai se divertir nos shows. Ele prometeu voltar ao Brasil mais vezes.

ººº

Sharooooon... Manda ele calar a boca!
Putz, Ozzy, meu velho... tu é a própria propaganda antidrogas. Sério. O Mistério da Saúde devia colocar fotos dele espalhadas pelo Brasil, com uma breve lista das substâncias que já passearam por aquele corpinho ao longo desses quase 60 anos (porra... eu achava que era mais). Isso ia fazer até os viciados em crack pararem no seco! E digo mais... se o Ozzy tocar na Colômbia periga as plantações de coca virarem macieiras. Ou morangos... sei lá, qualquer frutinha dessas.

ººº

Agora... falando sério. Tem pai que é cego... O Ozzy diz que a Amy Casadevinho (Pô com esse nome queria o quê, cacete?) é amiga da filha dele e que não entende como ela pode fazer isso com ela mesma e tal... como quem diz “não entendo... minha filha sempre anda em boas companhias e é super careta...”. Por favor, Senhor das Trevas e de Todo o Mal, dá uma olhada na cara da tua rebenta... ACORDA OZZY! SHAROOOONN!!

ººº

Agora... que eu dava um minguinho do Lula pra ir nesse show, eu dava...
ººº
Para ouvir agora
Crazy Train
Killer of Giants
Mr. Tinkertrain
Shot in the Dark
No More Tears
Mr. Crowley

quarta-feira, 2 de abril de 2008

a solução para os problemas do mundo


Começa o dia na Lotação:
Chega no ponto final. Todos vão descendo. Só comecei a reparar quando havia 3 pessoas à minha frente.
E segue assim:
O primeiro cara entrega uma nota de R$10 ao motorista, que fica duas horas juntando moedas e revirando bolsos e carteiras e elásticos para dar o troco. Em seguida, se vira para o passageiro e diz, enquanto este desce os degraus até a rua:
- Muito obrigado, tenha um bom dia!
Depois veio uma jovem senhora, de uns 40 e poucos anos, paga com uma nota de R$20. Mais uma epopéia para o motorista, que já havia guardado todo o dinheiro de novo. E revira, e procura, e levanta e senta de novo... ao final, troco dado e o suor lhe escorrendo da testa:
-Obrigado. Bom dia!
Logo antes de mim, uma senhora de mais idade reclama que a lotação veio rápido demais, que era um absurdo... dá mais uma nota de dez pila pro cara (que, agora, já está esperto, com todo o dinheiro na mão). Depois de contar muitas moedas, entrega o troco à senhora esbravejante e diz:
-Obrigado e um bom dia para a senhora!
Chega a minha vez. Entrego o dinheiro contadinho, bem trocado em moedas de um real e 50 centavos. O motorista estende a mão (eu com um sorriso no rosto, ele olhando para a embreagem), pega o dinheiro, põe na gavetinha dele e... e... nada. Eu fiquei parado por uns instantes. Ele, então me olha, como se pensasse: “tá, e aí, vai descer ou não?”. Desci. Ainda deu tempo de ouvir ele dizer ao passageiro que desceu depois de mim: “Um bom dia!”

ººº

No elevador:
-Sétimo andar, por favor.
Entra gente. Fecha a porta. Sobe o treco.
3º andar, desce uma pessoa.
A ascensorista pressiona o botão que mantém a porta aberta e diz, sorridente:
-Bom dia e bom trabalho!
Recebe de volta um tímido e quase inaudível “brigadu”.
4º andar, desce mais gente.
A moça pressiona o botão da porta com o polegar enquanto diz, com uma gentileza cativante:
-Um bom dia e bom trabalho!
Puxa, que clima bom.
6º andar. Sai mas um. O dedão da operadora de elevador segura a porta do mesmo enquanto ela diz (adivinhem...):
-Bom dia e bom trabalho!
Desta vez, não recebe de volta nem um murmúrio.
7º andar. Meu andar. Me coloco em frente à divisão entre as duas chapas metálicas que formam a porta do elevador, esperando que se abram. Ouço um bip, o que me avisa que cheguei ao meu destino. A caixa pára de subir. A porta abre. Viro meu rosto para a ascensorista e digo: “Obrigado”.

Nada.

Se querem saber, acho que ela nem estava segurando a porta...


ººº

O telefone na minha mesa toca. Atendo.
- Gabinete X, bom d...
- A fulana taí?
- Não, ela deu uma s...
- Diz pra ela ligar pro fodão!
- Ta certo, obrigado.
- tu ... tu ... tu ... tu ... tu ... tu ...

Vocês repararam que FUI EU quem agradeceu o cara?
Pois é. Eu acho que o problema não são os outros, não. Sou eu.

segunda-feira, 31 de março de 2008

o poder da caneta




Quem nunca ficou rabiscando na folha com uma caneta enquanto fala ao telefone ou espera passar aquela aula suuuper interessante?


Só que tem gente que vai longe demais... o espanhol Juan Francisco Casas expõe seus desenhos feitos unicamente com a tinta de uma (ou várias, no caso...) Bic azul... Sim, o miserável vai rabiscando até formara aquelas imagens de alto realismo. Eu não desenho mais nada! Bosta!




Acima, um exemplo de um desenho meu e outro do Juan Casas. Como vocês podem ver, a técnica é muito semelhante.

sexta-feira, 28 de março de 2008

dave grohl é "O" cara. foo fighters é "A" banda


Eu já tive uma banda. Na verdade, foram várias (VÁRIAS MESMO!) tentativas que, invariavelmente, se desmanchavam em dois ou três ensaios, e, acreditem, não deixaram (com honrosas exceções) nenhuma saudade. Mas meu coração sempre terá um lugar especial para a melhor delas, que também foi a primeira. A Haze. Amigos, curtição, muita vontade e pouca grana... ROCK N’ ROLL! Na época, não parecia nada, mas hoje eu te digo... as músicas eram boas e, no final, a gente tava encontrando o tal do “nosso som”. Hoje, quase 15 anos depois (e não é sempre assim?) eu vejo que nós podíamos ter ido mais longe... não ia dar pra tocar no Rock in Rio (Lisboa, Madri, Berlin ou onde quer que o Rio esteja atualmente) mas uma musiquinha na rádio, um showzinho de graça no anfiteatro Pôr-do-Sol, isso sim, hoje acho que dava. E, na boa, isso era tudo que a gente esperava!

ººº

Agora pensa o seguinte: tu faz parte de uma banda que literalmente virou de cabeça pra baixo o que as pessoas escutavam em uma certa época. A tua banda fez a indústria fonográfica rever toda a estratégia de investimentos e se ADAPTAR ao tipo de som que VOCÊS colocaram no mercado. Depois disso, dezenas, centenas de bandas surgiram na carona (algumas muito boas, não significa que sejam cópias...) aproveitando o espaço que vocês criaram. Todos os adolescentes do mundo ocidental se vestem, falam e agem como vocês. Você vende milhões de discos. Toca em centenas de cidades mundo afora. Você fica rico, muito rico. Famoso, muito famoso. E com moral! Muita moral! A música estava indo pro sudoeste e você fez ela ir pro nordeste (sem referências a axé. Juro!). Literalmente você mudou o rumo da música. E sua banda se chamava Nirvana. Aí, o líder da banda cede à pressão e à víbora que tinha em casa e morre. A banda acaba. Mas com a missão cumprida. Qualquer um pegaria seus milhões em direitos autorais mensais, viraria produtor e ia fazer nada pro resto da vida. E porquê não, certo?

ººº

Errado. Pelo menos pro baterista do Nirvana, Dave Grohl. Não contente em participar dessa revolução, o cara ainda teve que montar a banda mais legal depois do Nirvana! O Foo Figthers. Exatamente... se você pensar no melhor rock dos últimos 30 anos, inevitavelmente o nome do cara vai aparecer duas vezes...
E não é só isso. O primeiro disco do FF, de 1995, nasceu como uma demo que o cara enviou pra gravadora mostrando o trabalho e tal, pros da gravata analisarem e dar o veredito se iam investir em cima depois. As 14 músicas do disco foram gravadas na casa do cara, com a seguinte formação: Bateria, claro: Dave Grohl; Guitarra: Dave Grohl; Baixo: Dave Grohl; vocais e backing: Dave Grohl.
Sim, o cara fez tudo sozinho e em casa. Além de escrever letra e música. A gravadora adorou e, antes de existir a banda, já havia sido lançado o disco... excelente, diga-se de passagem.
Depois disso, com a banda propriamente dita, e passando por uma troca de baterista e outra de guitarrista, o Foo Fighters chegou ao que é hoje. O último disco é bala: “Echoes, Silence, Patience & Grace”, mas não é o melhor. Esse título ainda é dividido entre “The Colour and the Shape” e “In Your Honor”.

ººº

Bom, nada disso é novidade, é só mais uma declaração de um fã incondicional desde o primeiro acorde do primeiro disco. Se você ainda não conhece Foo Fighters, sempre dá tempo. É sempre bom entrar em contato com uma banda que se importa mais com a MÚSICA que com a imagem ou com a “atitude rock’n roll” vendida na butique mais próxima. Rock de verdade, como o da Haze, sabe?

ººº

Pra ouvir agora mesmo:

I´ll Stick Around

For All the Cows

Monkey Wrench

My Hero

February Stars

DOA

No Way Back

E bom proveito...

quinta-feira, 27 de março de 2008

o equilíbrio do dia seguinte


"O equilíbrio do universo passando pela minha vida", "A vida como uma maré", "Pobre quando acha um ovo tá choco", "Tava bom demais" e "Eu já sabia" foram alguns dos títulos que me ocorreram para estrear este novo blog (o terceiro na minha carreira de blogueiro).

O fato é simples e, de certa forma, inapelável: tudo no universo é balanceado. A luz do sol, ou da estrela equivalente em outros sistemas galáticos, ilumina uma face de um planeta, enquanto a mesma medida do corpo celeste se encontra na escuridão. Quando muitos leões nascem em uma "matilha" (não me ocorre o coletivo de leão nesse instante... perdão, Camões!), os filhotes são mortos sem cerimônia pelas mães. E por aí vai... a vida se baseia em equilíbrio permanente.


ººº


Pois bem, a terça-feira foi um dia atípico para mim. Explico: o dia começou absolutamente ordinário, só um pouco mais cedo que o de costume, já que tinha uma reunião cedo de manhã no trabalho. Até aí, tudo normal. Ter que acordar mais cedo é algo que não me surpreenderia de maneira alguma. Mas depois as coisas mudaram... e surpreendentemente! Só tive boas notícias durante as subseqüentes horas do referido dia. O trabalho rendeu, em casa tudo maravilha, boas novas... tudo ótimo! Confesso que por um instante me peguei pensando: "Hmmm... muito estranho". Mas suprimi esse pensamento e tratei de focar nos fatos: ora, cacete, estão acontecendo coisas boas aos borbotões e eu aqui querendo ver lado ruim? Não! Me neguei a ser eu...

Eis que o dia acabou, tão bem quanto começou. Dormi feito um pequeno cavalinho feliz...

Eis que veio a quarta-feira. E com ela o equilíbrio.

Você já teve um dia a ser apagado? Esquecido? Enterrado? Pois é... nada deu certo na merda da quarta-feira (e não era de cinzas... hehe... boa essa hien? Pensei agora. Juro!). Tudo o que podia dar errado deu. O dia foi chato pra caralho e não vou entrar em detalhes mas foi foda mesmo...

Voltei ao normal. E a vozinha veio e disse, lá no fundo da mente "Viu?".

ººº


Espero que isso tenha evitado o colapso universal ou algo assim.


ººº


Enfim, duante as últimas horas desse maldito dia eu pensei em tanta coisa que eu gostaria de dizer, ou escrever, no caso, mas não tinha mais onde, já que meu último blog já deve estar inativo e seria ridículo escrever nele depois de sei lá quanto tempo. Então resolvi me dar mais essa chance de manter um diário, mesmo que online e mesmo que não seja exatamente um "diáááário..."


Estou de volta. Por enquanto. Não sei até quando.