terça-feira, 3 de julho de 2012

.:os vultos na esquina:.

Aconteceu assim:
À meia-noite dessa segunda (já era terça, tecnicamente...) eu saí pra dar uma volta com os cachorros. Vocês já devem saber que eu moro na encruzilhada mais requisitada por "religiosos" de POA e que é costumeiro amanhecer algum cadáver por ali. Bem, eis que na volta pra casa, deparo com dois vultos acocorados na esquina. Um homem e uma mulher fazendo uso do templo ao ar livre e exercitando sua liberdade, tanto de crença quanto de sujar a cidade. Meu maltês-pitbull começou a latir e eu gostei da ideia dele.
Levei os cães para a dita esquina e parei bem perto das criaturas. Pra incomodar mesmo, com os latidos e com a minha presença. Os "ofertores" já tinham deixado bastante comida ao relento para estragar (felizmente, nenhum cadáver desta vez) e tentavam acender uma vela. O santo não devia estar feliz com eles, porque ventava pra caralho e a vela teimava em ficar apagada.
Enfim, fiquei ali, apenas observando, por uns instantes, até que decidi me comunicar.
Perguntei, sem gritar, em tom natural. "Esse lixo é daquele que fede muito ou só um pouco?". Diante da ausência de resposta, voltei a questionar os fiéis. "Porquê vcs não fazem despacho na frente da casa de vcs?". Os dois quietos, desesperados com aquela vela apagada.
Segui perguntando:
"Lixo na frente da casa dos outros é melhor, né?"
"Quando a gente não tem que aguentar cheiro de podre é mais fácil, não?"
"O santo não ficaria mais feliz se essa comida fosse pra quem passa fome?"
E repeti mais algumas vezes: "Porquê não fazem isso na frente da casa de vcs??"
MEu cachorro também parecia fazer algumas perguntas, mas nem eu nem ele obtivemos respostas.
Finalmente a dupla se levantou e deixou o lixo na esquina, se dirigindo, lomba acima, para (imagino) sua(s) casa(s). PAssaram por mim fingindo que não ouviam eu dizer "isso é muita falta de respeito, sabiam?".
E quando iam lá adiante eu ainda pude falar "E nem conseguiram acender a vela! O santo não vai gostar!! MACUMBEIRO INCOMPETENTE!!".

Bom, provavelmente isso não vai mudar em nada a vida deles, nem de nenhum outro "religioso". Eles vão seguir deixando carne e outras comidas perfeitamente consumíveis para a podrecer todas as noites e eu vou ter que aguentar o cheiro muitas vezes mais.

Mas que eu precisava desabafar eu precisava! :-)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

São João X Santo Antônio






É o sucesso do momento! Pegue seu quentão (de suco de uva!), vá na pescaria, pule fogueira (ainda existe isso?) e cante cajente!!

Eu pedi numa oração

Ao querido São João

Que me desse um matrimônio

São João disse que não!

São João disse que não!

Isto é lá com Santo Antônio!

Eu pedi numa oração

Ao querido São João

Que me desse um matrimônio

Matrimônio! Matrimônio!

Isto é lá com Santo Antônio!

Implorei a São João

Desse ao menos um cartão

Que eu levava a Santo Antônio

São João ficou zangado

São João só dá cartão

Com direito a batizado

Implorei a São João

Desse ao menos um cartão

Que eu levava a Santo Antônio

Matrimônio! Matrimônio!

Isso é lá com Santo Antônio!

São João não me atendendo

A São Pedro fui correndo

Nos portões do paraíso

Disse o velho num sorriso:

Minha gente, eu sou chaveiro!

Nunca fui casamenteiro!

São João não me atendendo

A São Pedro fui correndo

Nos portões do paraíso

Matrimônio! Matrimônio!

Isso é lá com Santo Antônio

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

...jekyll e hyde...


Esta semana foi sacramentado o destino acadêmico da pimpolha. Mudança de colégio, mais perto de casa (ou da casa da vó a partir do ano que vem), colégio maior, enfim. Fui na secretaria buscar a papelada, dar andamento aos trâmites. Logo ao entrar pela porta da secretaria em si, de frente para o pátio de entrada bem cuidado, vejo uma jovem senhora, atarefada ao telefone, explicando em um puxado sotaque nordestino (me pareceu baiano...) para alguém do outro lado da linha que ela mesma ligou para dezenas de pais, pedindo que viessem buscar a documentação na escola e coisa e tal. Não sei qual era o problema, nem qual era a demanda do interlocutor. Mas, do alto de minha perspicácia, concluí: “é a secretária!”. Ela desligou e virou-se para mim, que fingia não estar ouvindo a conversa do telefone. Na verdade o que eu ouvia era um monólogo, porque só escutava uma das partes falando, mas enfim... virou-se e perguntou o clássico “pois não?”, chiando um pouco no “pois” e anasalando o “não”. Baiana, definitivamente! Resolvi aliviar um pouco o ambiente e respondi, sorriso largo, “é exatamente isso. Vim buscar a documentação para a matrícula”, sem notar que acabava de entregar meu disfarce de “não-ouvidor de conversas”. Droga!
Mas deu certo. Ela respondeu o sorriso e, como uma doce mãe orienta o filho, com gestos quase angelicais, a voz suave e muito simpática me indicou a porta da tesouraria, que ficava em uma sala ao lado, “depois do corredor à direita”, disse. Agradeci e recebi um “de nada” ainda mais simpático. Senhora legal, pensei.
Na sala ao lado, recebi a informação de que a irmã (é um colégio católico) que cuida da tesouraria estava em um curso e, por isso, a dita cuja (a tesouraria, não a irmã) tinha fechado mais cedo naquele dia. Como já tinha sido amaciado pela simpatia da tia da secretaria (puxa... rimou tudo!), deixei meu obrigado e que voltava no dia seguinte, sem problemas, quiéisso, tudo bem.
Saí da sala, retornei pelo curtíssimo corredor e abri a porta que me levaria de volta à presença da querida tiazinha baiana. Ao passar pela mesa, me preparando para o “boa tarde”, vejo o sorriso novamente, acompanhado da pergunta: “tudo certo?”. “A irmã da tesouraria está num curso e tiveram que fechar mais cedo. Amanhã eu volto”, respondi.
O sorriso foi embora quase que ao mesmo tempo que um voz gutural saía da boca da tia baiana. “Mas como assim?”. Cenho franzido, já girando na cadeira e, não tenho certeza, mas posso jurar que ela esmurrou a mesa. Eu arregalei os olhos. Podia sentir as portas do inferno se abrindo ao meu redor e labaredas crepitando pela sala. Pensei em pedir desculpas... sei lá... o que a gente diz para uma pessoa possuída? “Mas a gente chama o senhor aqui e o senhor vai pra casa de mãos vazias? Isso não pode!” completou, enquanto levantava e se jogava para fora da sala, em direção a algum lugar que nem imagino, mas que devia estar sendo devidamente destruído pelas forças do mal. Na saída, enquanto a porta fechava atrás dela, pude ouvir, cravejado pelo sotaque de Satã nordestino “quê que é isso, tchê?!”. Uma baiana falando “tchê” é, no mínimo, peculiar. Pra ver como a situação estava grave.
Pouco depois, ela retorna e, entreabrindo a porta, me diz para passar de novo na salinha ao lado. Desta vez, tenho reforço. A tia me acompanha. Chegando lá, uma moça entra por uma porta mais afastada, atrás do balcão, com uma cara meio desenchavida. Não sei o que é uma cara desenchavida, mas deve ser aquilo. Certo que era a moça que a tia tinha ido regar. Quando ela termina de passar pela porta, a querida baiana ao meu lado diz “é esse pai aqui, ó”. As outras, que tinham me atendido antes, me olham com aquela cara de “não acredito que tu foi fazer fofoca...” e eu tentando, telepaticamente, dizer que não tinha culpa, gente, eu já tava saindo quando a Linda Blair surgiu na frente...
Peguei a documentação. Na saída a baiana não estava lá e não pude me despedir. Mas tudo bem, agora vamos freqüentar o mesmo local. Só espero encontrar a tia num dia bom.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

...de carros e horas..

Pra quem não sabe, mudei de emprego. Nada drástico. Mas agora tem algumas vantagens (e óbvias desvantagens) de se acordar às 5 e pouco da madruga. Na verdade, agora tenho ACORDADO, ACORDADO mesmo, perto das 6. O que implica em duas coisas:

1) vai ao encontro daquela máxima que diz que o inventor da função sleep (ou soneca) nos relógios é o principal responsável por 85% dos atrasos no mundo.
2) Acordar às 6 não tem o mesmo glamour de acordar às 5.

É fantástico como as pessoas ficam impressionadas quando alguém diz “eu acordo às 5 da manhã”. É como se estivessem olhando um herói, um superhumano, um recordista olímpico.
Eu acho que mais que isso, só se eu dissesse que acordo às 4 e vou dar uma corrida antes do trabalho. Já consigo imaginar o séqüito de fãs esperando para beijar meus pés. Mas aí acho que seria forçar demais a barra e corria um sério risco de ser desmascarado. Nem o super-homem corre às 4 da manhã em pleno inverno.

ººº

Mas dizer que acorda às 6 é como dizer que gosta de lasanha. As pessoas chegam a bocejar e quase perguntam “ta, e daí?”.
Uma hora faz toda a diferença.

ººº

Mas vamos às vantagens que pude arrebanhar nas vindas ao trampo:

- As ruas estão vazias
- O ar é mais limpo
- Sinal vermelho não quer dizer “pare”. Quer dizer “dá uma reduzidinha e vai, queridão!”
- Não existe manobra proibida às 5 da manhã
- Eu escolho onde estacionar (normalmente...)
- O rádio não toca NXmerdo nem bostas do tipo
- Só tem eu online e mais uma meia dúzia de polacos no mercado de transferências do Sokker
- E, por fim, como diria a minha vó, acordando cedo, o dia rende mais.

ººº

Outra coisa. Agora me dá tempo de deixar uma TV ligada na MTV. Isso me permitiu ter acesso a bandas novas para engrandecer minha cultura musical, tão limitada graças a anos ouvindo Mettalica, Bob Dylan, Stones, Nirvana, AC/DC, esse lixo todo.
Agora eu posso dizer que conheço bandas como Stevens e Lipstick.
Aliás, essa Lipstick aí... não é a Kelly Key tentando dar uma de “roqueira”? Sim, porque, acredite, eles chamam isso de rock.
Enfim, vai pra vala do Restart, NXmerdo e quetais. Se puder, passe longe.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

...um tal de greenzoner...



Pra quem é originário da era Mesozóica, ou até do início do Paleolítico, como eu, deve lembrar de uma coisa chamada “Dotz”. Era uma moeda virtual que tu ganhava fazendo certas tarefas no computador, basicamente respondendo questionários sobre certos produtos anunciantes do site lá. Pra responder, tu tinha que ir nos sites dos produtos esses e ler sobre eles. Boa estratégia, na minha humilde opinião. Mas enfim, não tive saco de ficar muito tempo catando moedinha virtual e desisti logo depois de trocar meus “dotz” por uma assinatura de revista. Não lembro qual... Não, NÃO ERA A PLAYBOY!

ººº

Agora surge o Greenzoner, no embalo das redes sociais e bem parecido com o “Dotz”, só que sem a encheção de saco de ter que visitar site dos outros. Sinceramente, ainda não saquei qual é a do sitezinho, por enquanto o único trabalho que tu tem é convidar gente pra entrar lá (daí a parte “Rede Social”) e tu vai ganhando pontos por isso até encher essa pilha aí embaixo.



Depois que enche tu pode concorrer a um prêmio previamente escolhido. E bons prêmios. Eu, por exemplo, escolhi o PS3. Sim, eu e mais 99,9% das criaturas que tão lá... mas paciência.
De qualquer forma, é uma parceria muito interessante. De repente o cara ta arriscando ganhar um PS3 de barbada... só em troca de alguns momentos de vagabundagem na frente do PC. Pra mim soa como uma boa troca!

ººº

O nome do site faz referência a “economia de energia” para melhorar o mundo. É, eu também não entendi qual a relação...

ººº

Se alguém quiser um convite (precisa de convite pra entrar) mande um e-mail para o escritor deste humilde espaço cibernético, com nome e e-mail que eu mando rapidinho. Boa sorte e não escolham o Playstation 3, por favor...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

...o retorno da múmia...

Tô voltando aos trabalhos... aguardem...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

...adeus, dart!...



O fim de uma era: Dart se vai, brindo espaço para a nova carruagem da família, ainda anônima. Foram 2 anos e pouco de uma relação conturbada, com altos e baixos.... mais baixos, vamos ser sinceros... Um carro lindo. Mas ordinário, tadinho...


ººº


Vai em paz, Dart! Que sejas bem cuidado por toda a tua existência!


sexta-feira, 13 de junho de 2008

...tergiverso, então...


Putcha la vida! Faz tempo que não passo por aqui... e o pior, não tenho absolutamente nada dizer. Ou até tenho... várias idéias me ocorreram por esses dias de inatividade mas, confesso, nenhuma se faz lembrar agora. Ou por falta de atualidade ou por esquecimento ou porque, analisando melhor, nem é uma idéia tããão boa assim.

Então, qual a solução? Escrever sobre nada, pelo menos pra tirar aquele Chapolin dali.


°°°


Mas um assunto (que na verdade são dois) se destaca inquestionavelmente. Quem me conheceu mês passado tem que ser apresentado a mim novamente. Em um mês minha vida se transformou. Agora tenho uma argola no meu anelar esquerdo e atendo por "pai" se alguém chamar. E eu tô louco pra que essa "alguemzinha" chame logo o "pai".


O amor tem várias formas, mas eu nunca imaginei que a mais forte delas viesse na forma da minha Manu. E é forte mesmo! E muito bom!!


ººº


E pra não falar no orgulho que eu sinto a cada pum que ela dá! Ah, puxou ao pai!!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

porquê não vestem logo a tricolor?


O inter passa por uma fase absolutamente gremista! É a época mais tricolor da história do internacional.
Campeão da América, do Mundo, Recopa... isso é coisa de gremista, companheiro! O que dizer do aborto de ontem? Jogar com raça, fazer de uma partida de futebol uma batalha, colocar o coração acima da técnica, isso tudo é coisa de gremista!
Jornada heróica, contra todas as lógicas, passando por cima da razão pra fazer um placar impossível... isso sempre foi sinônimo de Grêmio! Virada impossível: Grêmio. Sangue na camiseta: Grêmio!

Coloretis... isso não combina com vocês. O inter é time de toque-toque. É muito feio ir contra a própria história.

ººº

Mas, parabéns. Fazer o quê?

terça-feira, 22 de abril de 2008

flatos do feriado


Um feriadinho meio perdido no meio de tudo, mas serviu pra dar um tempo na correria e conseguir correr um pouquinho em casa. E não é isso que todos fazem nos feriados depois de uma certa idade? Mas entre uma passada e outra, deu pra entrar em contato com as maravilhas que se nos chegam quase imperceptíveis. Senão vejamos:

ººº

futebol é saúde! coma fibras

Domingo é dia de futebol! Como bom gremista, aproveitei as férias do time do coração (cada vez mais resistente, graças aos testes que o Grêmio me proporciona) para assistir ao jogo que mais me interessava no final de semana. Palmeiras x São Paulo, lógico. Não ia perder meu tempo vendo qualquer outro; preferi perdê-lo nesse mesmo. Cerveja na mão, patroa passando roupa, tudo nos conformes, como Deus planejou. Bom jogo, Valdivia jogando muito (por mais que me doa admitir...) e provocando mais ainda, aumentando o marketing pessoal dele, Léo Lima jogando tudo o que a cachaça não deixou ele jogar no Grêmio, Rogério Ceni tomando mais um peru... tudo muito bem.
Aí entra o primeiro questionamento.
O São Paulo é tão queridinho dos globos, que tem uma abreviação especial, no placar, pros Bambis. Ali no reloginho, no canto da tela, sabe? Ali, o Grêmio vira GRE, o Inter vira INT, o Palmeiras PAL, o Juventude JUV, o Íbis vira IBI e o Milan vira MIL. Mas o São Paulo não podia ser SAO. Nãããão... Ele é diferente. È SPO. SPO? De onde saiu isso? O time cuja abreviatura seria a que mais remeteria ao seu nome real, é representado por essa beleza aí... Isso deve ser genial demais. Porque eu nunca entendi. E como seria um jogo entre São Paulo e Sport Recife?

Enfim, voltando ao jogo. À certa altura da partida, depois que a Mancha Verde (ops, não existem mais torcidas organizadas em SP... a polícia proibiu de entrar com camisas referentes às TOs e isso resolveu o problema! Erro meu, desculpa...) jogou spray de pimenta no vestiário bambinesco, eis que acaba a luz no momento do segundo gol do Parmêra (coincidência, não?). De repente, no meio da escuridão, uma confusão, polícia mobilizada, Muricy transtornado, bambis saltitando em desordenada histeria. Seu líder havia sido atingido por um objeto atirado das arquibancadas! A imprensa, sentindo cheiro de sangue, corre para botar mais lenha na fog... digo, ouvir os envolvidos. Um cara, que acho que era o diretor médico do SPO diz, com profunda indignação:
“É um absurdo alguém jogar no gramado uma pêra desse tamanho!!”
“Ouvi bem??”, penso eu, quando a patroa, que havia parado de passar roupa e acompanhava o imbrólio junto a mim disse: “Como assim pêra?”
Sim, era verdade! Alguém jogou uma PÊRA no Muricy! E, pela descrição do médico era ENORME! Era quase uma jaca!
Ficamos, eu e minha digníssima à espera da imagem da fruta assassina. A pêra da discórdia havia sido lançada. E ficou lá, sobre a mesa do árbitro reserva. Como prova da agressão. Acho que algum deputado devia propor uma lei proibindo a entrada de Hortifrutigranjeiros nos estádios gaúchos para evitar esse tipo de coisa. “Bergamota só em um raio de 100m do estádio!” diriam os policiais da choque! Alguém liga, rápido pro Miki Breier!!

ººº

Ainda no domingo e ainda no futebol, a entrevista do Romário no Fantástico foi tudo o que se pode esperar de uma entrevista com o Romário: desestressada, descompromissada e genial. O baixinho foi, sem a menor dúvida, o maior (sem nenhum trocadilho) atacante de área que eu já vi jogar. E acho que se alguém fizer uma seleção de futebol de todos os tempos, ele tem a 9. Se bem que ele deve exigir a 11 e, certo, vai criar alguma treta com o Pelé, o Maradona e o “Aranha Negra” : “ – Pô, parfero... quando me diferam teu nome eu penfei que era outra coiva, aê...”
O ponto alto foi quando o repórter (que tava LITERALMENTE quase sentado no colo do Romário) perguntou se era mais fácil acreditar em Papai Noel, Coelhinho da áscou ou nos 1000 gols do Romário. Resposta do Romário: “Depende da época do ano. Se por perto do natal é melhor acreditar em Papai Noel, se gostar de chocolate acredita no Coelhinho, senão, acredita em mim”.
Romário. Tu é fo**!
E nem precisou fazer 1000 gols...

ººº

E alguém me explica o que pode passar pela cabeça de uma criatura como aquela besta do padre que resolveu voar com balões de festa lá no Paraná...
Já é candidato ao Darwin Awards* de 2008. E o desgraçado resolveu aprender a usar o GPS DEPOIS de decolar... Acho que nem Deus vai perdoar... francamente.

*Pra quem não sabe o Darwin Awards é um prêmio dado às mortes mais estúpidas acontecidas a indivíduos idem. Por sua contribuição para a evolução da espécie humana através de suas mortes.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

segunda-feira


É como eu sempre digo:


"Cérebro é uma coisa tão legal que todo mundo deveria ter um!"


Boa semana.

terça-feira, 8 de abril de 2008

ah, o ciúmes...


Muitas vezes sentimos ciúmes. E, na maioria dos casos, acabam sendo absolutamente infundados. Pois agora, com a evolução da internet e das telecomunicações, você pode saber exatamente onde está a sua cara-metade, no mesmo instante.

O método é muito simple, na verdade. Todos os aparelhos celulares de uns anos para cá vêm "equipados" com um tipo de GPS que possibilita o rastreio para serviços públicos como polícia, equipes de busca e emergência, até mesmo para o caso de o sujeito querer se esconder da companhia telefônica e esta poder localizá-lo. Com o skype e outros meios de comunicação via internet, surgiram os primeiros rastreadores online. Mas os resultados eram demorados e imprecisos.

Agora é diferente. A empresa americana Track Your Partner lançou há pouco tempo uma ferramenta de procura absurdamente acurada e rápida. Agora você pode saber exatamente onde e o quê a pessoa que divide a cama com você está fazendo, simplesmente adicionando o número do celular (não esquecer o país e o DDD) da criatura ao quadro de pesquisa.

Dessa forma você evita dar vexame por nada.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

deu no terra


Careta no Rio, Ozzy Osbourne diz se masturbar antes de shows


Daniel GonçalvesDireto do Rio de Janeiro

O polêmico cantor inglês Ozzy Osbourne afirmou na noite desta quarta-feira, em encontro com jornalistas promovido no hotel Sheraton, Rio de Janeiro, que mudou o estilo de vida para preservar a própria saúde. Segundo Osbourne, seu último álbum Black Rain foi o primeiro produzido sem o uso de drogas ou álcool. Ele disse ainda que antes de entrar no palco, costuma realizar um ritual mais saudável, que inclui masturbação.
» Ozzy Osbourne se desculpa por ter ficado 13 anos sem vir ao Brasil
"Eu como alimentos naturais, aqueço a voz, faço cinco minutos de exercício na bicicleta ergométrica e me masturbo. Vou fazer 60 anos (dia 3 de dezembro), mas ainda me masturbo", brincou ele.
Durante o encontro com jornalistas, Osbourne criticou a postura da também inglesa Amy Winehouse, ganhadora de cinco prêmios Grammy. Na opinião dele, a cantora passa uma mensagem negativa aos jovens pelos constantes escândalos do seu envolvimento com drogas.
"Minha filha Kelly é amiga dela. É uma pena uma moça tão jovem se destruir pelas drogas. Eu não estou dizendo que eu não tenho culpa por isso, mas espero que ela encontre o que eu encontrei. As drogas e o álcool estavam me matando", afirmou.
A lenda viva do rock negou que estivesse se preparando para se aposentar. "A morte é o que eu chamo de aposentadoria. Eu não consigo me imaginar fazendo outra coisa. É uma paixão", disse Osbourne. Em sua terceira passagem pelo Brasil, o roqueiro vai realizar duas únicas apresentações. Uma no Rio, nesta quinta-feira, e outra no dia 5, no Parque Antártica, em São Paulo. Ozzy Osbourne garantiu que o público vai se divertir nos shows. Ele prometeu voltar ao Brasil mais vezes.

ººº

Sharooooon... Manda ele calar a boca!
Putz, Ozzy, meu velho... tu é a própria propaganda antidrogas. Sério. O Mistério da Saúde devia colocar fotos dele espalhadas pelo Brasil, com uma breve lista das substâncias que já passearam por aquele corpinho ao longo desses quase 60 anos (porra... eu achava que era mais). Isso ia fazer até os viciados em crack pararem no seco! E digo mais... se o Ozzy tocar na Colômbia periga as plantações de coca virarem macieiras. Ou morangos... sei lá, qualquer frutinha dessas.

ººº

Agora... falando sério. Tem pai que é cego... O Ozzy diz que a Amy Casadevinho (Pô com esse nome queria o quê, cacete?) é amiga da filha dele e que não entende como ela pode fazer isso com ela mesma e tal... como quem diz “não entendo... minha filha sempre anda em boas companhias e é super careta...”. Por favor, Senhor das Trevas e de Todo o Mal, dá uma olhada na cara da tua rebenta... ACORDA OZZY! SHAROOOONN!!

ººº

Agora... que eu dava um minguinho do Lula pra ir nesse show, eu dava...
ººº
Para ouvir agora
Crazy Train
Killer of Giants
Mr. Tinkertrain
Shot in the Dark
No More Tears
Mr. Crowley

quarta-feira, 2 de abril de 2008

a solução para os problemas do mundo


Começa o dia na Lotação:
Chega no ponto final. Todos vão descendo. Só comecei a reparar quando havia 3 pessoas à minha frente.
E segue assim:
O primeiro cara entrega uma nota de R$10 ao motorista, que fica duas horas juntando moedas e revirando bolsos e carteiras e elásticos para dar o troco. Em seguida, se vira para o passageiro e diz, enquanto este desce os degraus até a rua:
- Muito obrigado, tenha um bom dia!
Depois veio uma jovem senhora, de uns 40 e poucos anos, paga com uma nota de R$20. Mais uma epopéia para o motorista, que já havia guardado todo o dinheiro de novo. E revira, e procura, e levanta e senta de novo... ao final, troco dado e o suor lhe escorrendo da testa:
-Obrigado. Bom dia!
Logo antes de mim, uma senhora de mais idade reclama que a lotação veio rápido demais, que era um absurdo... dá mais uma nota de dez pila pro cara (que, agora, já está esperto, com todo o dinheiro na mão). Depois de contar muitas moedas, entrega o troco à senhora esbravejante e diz:
-Obrigado e um bom dia para a senhora!
Chega a minha vez. Entrego o dinheiro contadinho, bem trocado em moedas de um real e 50 centavos. O motorista estende a mão (eu com um sorriso no rosto, ele olhando para a embreagem), pega o dinheiro, põe na gavetinha dele e... e... nada. Eu fiquei parado por uns instantes. Ele, então me olha, como se pensasse: “tá, e aí, vai descer ou não?”. Desci. Ainda deu tempo de ouvir ele dizer ao passageiro que desceu depois de mim: “Um bom dia!”

ººº

No elevador:
-Sétimo andar, por favor.
Entra gente. Fecha a porta. Sobe o treco.
3º andar, desce uma pessoa.
A ascensorista pressiona o botão que mantém a porta aberta e diz, sorridente:
-Bom dia e bom trabalho!
Recebe de volta um tímido e quase inaudível “brigadu”.
4º andar, desce mais gente.
A moça pressiona o botão da porta com o polegar enquanto diz, com uma gentileza cativante:
-Um bom dia e bom trabalho!
Puxa, que clima bom.
6º andar. Sai mas um. O dedão da operadora de elevador segura a porta do mesmo enquanto ela diz (adivinhem...):
-Bom dia e bom trabalho!
Desta vez, não recebe de volta nem um murmúrio.
7º andar. Meu andar. Me coloco em frente à divisão entre as duas chapas metálicas que formam a porta do elevador, esperando que se abram. Ouço um bip, o que me avisa que cheguei ao meu destino. A caixa pára de subir. A porta abre. Viro meu rosto para a ascensorista e digo: “Obrigado”.

Nada.

Se querem saber, acho que ela nem estava segurando a porta...


ººº

O telefone na minha mesa toca. Atendo.
- Gabinete X, bom d...
- A fulana taí?
- Não, ela deu uma s...
- Diz pra ela ligar pro fodão!
- Ta certo, obrigado.
- tu ... tu ... tu ... tu ... tu ... tu ...

Vocês repararam que FUI EU quem agradeceu o cara?
Pois é. Eu acho que o problema não são os outros, não. Sou eu.

segunda-feira, 31 de março de 2008

o poder da caneta




Quem nunca ficou rabiscando na folha com uma caneta enquanto fala ao telefone ou espera passar aquela aula suuuper interessante?


Só que tem gente que vai longe demais... o espanhol Juan Francisco Casas expõe seus desenhos feitos unicamente com a tinta de uma (ou várias, no caso...) Bic azul... Sim, o miserável vai rabiscando até formara aquelas imagens de alto realismo. Eu não desenho mais nada! Bosta!




Acima, um exemplo de um desenho meu e outro do Juan Casas. Como vocês podem ver, a técnica é muito semelhante.

sexta-feira, 28 de março de 2008

dave grohl é "O" cara. foo fighters é "A" banda


Eu já tive uma banda. Na verdade, foram várias (VÁRIAS MESMO!) tentativas que, invariavelmente, se desmanchavam em dois ou três ensaios, e, acreditem, não deixaram (com honrosas exceções) nenhuma saudade. Mas meu coração sempre terá um lugar especial para a melhor delas, que também foi a primeira. A Haze. Amigos, curtição, muita vontade e pouca grana... ROCK N’ ROLL! Na época, não parecia nada, mas hoje eu te digo... as músicas eram boas e, no final, a gente tava encontrando o tal do “nosso som”. Hoje, quase 15 anos depois (e não é sempre assim?) eu vejo que nós podíamos ter ido mais longe... não ia dar pra tocar no Rock in Rio (Lisboa, Madri, Berlin ou onde quer que o Rio esteja atualmente) mas uma musiquinha na rádio, um showzinho de graça no anfiteatro Pôr-do-Sol, isso sim, hoje acho que dava. E, na boa, isso era tudo que a gente esperava!

ººº

Agora pensa o seguinte: tu faz parte de uma banda que literalmente virou de cabeça pra baixo o que as pessoas escutavam em uma certa época. A tua banda fez a indústria fonográfica rever toda a estratégia de investimentos e se ADAPTAR ao tipo de som que VOCÊS colocaram no mercado. Depois disso, dezenas, centenas de bandas surgiram na carona (algumas muito boas, não significa que sejam cópias...) aproveitando o espaço que vocês criaram. Todos os adolescentes do mundo ocidental se vestem, falam e agem como vocês. Você vende milhões de discos. Toca em centenas de cidades mundo afora. Você fica rico, muito rico. Famoso, muito famoso. E com moral! Muita moral! A música estava indo pro sudoeste e você fez ela ir pro nordeste (sem referências a axé. Juro!). Literalmente você mudou o rumo da música. E sua banda se chamava Nirvana. Aí, o líder da banda cede à pressão e à víbora que tinha em casa e morre. A banda acaba. Mas com a missão cumprida. Qualquer um pegaria seus milhões em direitos autorais mensais, viraria produtor e ia fazer nada pro resto da vida. E porquê não, certo?

ººº

Errado. Pelo menos pro baterista do Nirvana, Dave Grohl. Não contente em participar dessa revolução, o cara ainda teve que montar a banda mais legal depois do Nirvana! O Foo Figthers. Exatamente... se você pensar no melhor rock dos últimos 30 anos, inevitavelmente o nome do cara vai aparecer duas vezes...
E não é só isso. O primeiro disco do FF, de 1995, nasceu como uma demo que o cara enviou pra gravadora mostrando o trabalho e tal, pros da gravata analisarem e dar o veredito se iam investir em cima depois. As 14 músicas do disco foram gravadas na casa do cara, com a seguinte formação: Bateria, claro: Dave Grohl; Guitarra: Dave Grohl; Baixo: Dave Grohl; vocais e backing: Dave Grohl.
Sim, o cara fez tudo sozinho e em casa. Além de escrever letra e música. A gravadora adorou e, antes de existir a banda, já havia sido lançado o disco... excelente, diga-se de passagem.
Depois disso, com a banda propriamente dita, e passando por uma troca de baterista e outra de guitarrista, o Foo Fighters chegou ao que é hoje. O último disco é bala: “Echoes, Silence, Patience & Grace”, mas não é o melhor. Esse título ainda é dividido entre “The Colour and the Shape” e “In Your Honor”.

ººº

Bom, nada disso é novidade, é só mais uma declaração de um fã incondicional desde o primeiro acorde do primeiro disco. Se você ainda não conhece Foo Fighters, sempre dá tempo. É sempre bom entrar em contato com uma banda que se importa mais com a MÚSICA que com a imagem ou com a “atitude rock’n roll” vendida na butique mais próxima. Rock de verdade, como o da Haze, sabe?

ººº

Pra ouvir agora mesmo:

I´ll Stick Around

For All the Cows

Monkey Wrench

My Hero

February Stars

DOA

No Way Back

E bom proveito...

quinta-feira, 27 de março de 2008

o equilíbrio do dia seguinte


"O equilíbrio do universo passando pela minha vida", "A vida como uma maré", "Pobre quando acha um ovo tá choco", "Tava bom demais" e "Eu já sabia" foram alguns dos títulos que me ocorreram para estrear este novo blog (o terceiro na minha carreira de blogueiro).

O fato é simples e, de certa forma, inapelável: tudo no universo é balanceado. A luz do sol, ou da estrela equivalente em outros sistemas galáticos, ilumina uma face de um planeta, enquanto a mesma medida do corpo celeste se encontra na escuridão. Quando muitos leões nascem em uma "matilha" (não me ocorre o coletivo de leão nesse instante... perdão, Camões!), os filhotes são mortos sem cerimônia pelas mães. E por aí vai... a vida se baseia em equilíbrio permanente.


ººº


Pois bem, a terça-feira foi um dia atípico para mim. Explico: o dia começou absolutamente ordinário, só um pouco mais cedo que o de costume, já que tinha uma reunião cedo de manhã no trabalho. Até aí, tudo normal. Ter que acordar mais cedo é algo que não me surpreenderia de maneira alguma. Mas depois as coisas mudaram... e surpreendentemente! Só tive boas notícias durante as subseqüentes horas do referido dia. O trabalho rendeu, em casa tudo maravilha, boas novas... tudo ótimo! Confesso que por um instante me peguei pensando: "Hmmm... muito estranho". Mas suprimi esse pensamento e tratei de focar nos fatos: ora, cacete, estão acontecendo coisas boas aos borbotões e eu aqui querendo ver lado ruim? Não! Me neguei a ser eu...

Eis que o dia acabou, tão bem quanto começou. Dormi feito um pequeno cavalinho feliz...

Eis que veio a quarta-feira. E com ela o equilíbrio.

Você já teve um dia a ser apagado? Esquecido? Enterrado? Pois é... nada deu certo na merda da quarta-feira (e não era de cinzas... hehe... boa essa hien? Pensei agora. Juro!). Tudo o que podia dar errado deu. O dia foi chato pra caralho e não vou entrar em detalhes mas foi foda mesmo...

Voltei ao normal. E a vozinha veio e disse, lá no fundo da mente "Viu?".

ººº


Espero que isso tenha evitado o colapso universal ou algo assim.


ººº


Enfim, duante as últimas horas desse maldito dia eu pensei em tanta coisa que eu gostaria de dizer, ou escrever, no caso, mas não tinha mais onde, já que meu último blog já deve estar inativo e seria ridículo escrever nele depois de sei lá quanto tempo. Então resolvi me dar mais essa chance de manter um diário, mesmo que online e mesmo que não seja exatamente um "diáááário..."


Estou de volta. Por enquanto. Não sei até quando.